segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Dica de filme: Ponto de Mutação
"É o início dos anos 90, o "consciente" coletivo do mundo ainda está fixado em produção em massa para alimentar o consumo em massa. Consciência ecológica ainda era coisa de poucos, vistos pelos demais como fanáticos.
Neste "cenário" consciencial, três personagens se encontram: uma física afastada do trabalho, por conflitos éticos, vivida pela maravilhosa Liv Ullman; um candidato a presidencia dos EUA derrotado nas eleições (Sam Waterston) e um poeta que acabou de viver uma decepção amorosa (John Heard).
Já o "cenário físico" é uma ilha na costa de França chamada Mont Saint Michel, com seu castelo medieval e campos que aparecem e desaparecem pelo movimento das marés, quase sempre encobertos por brumas.
No roteiro, nenhum grande romance, ação ou suspense, apenas conversas sobre idéias que se hoje em dia não são mais novidades, na época eram revolucionárias.
Baseado no livro homônimo de Fritjof Capra e brilhantemente traduzido para o cinema pelo diretor Bernt Capra (irmão do escritor).
Assistimos uma cientista apresentando tanto ao político, quanto ao poeta, o pensamento holístico e o que ele poderia fazer pelo Mundo.
Para ver e rever, especialmente neste momento em que estamos começando a caminhar rumo a uma consciência ecológica cada vez maior"
Todas as partes estão disponiveis no youtube.
domingo, 27 de setembro de 2009
Coelhos: um massacre ignorado

A pele de coelho não é - como muitos pensam - um simples subproduto da indústria da carne: no mundo, milhões de coelhos são confinados e criados apenas por causa de sua pele.
.900 milhões de coelhos são mortos a cada ano no mundo
.350 milhões são mortos em um ano na Europa
.O maior crescimento acontece na China e nas naçoes emergentes, entre elas o Brasil.
Em geral, cada fêmea de coelho dá à luz 10 coelhinhos a cada 45 dias. Os filhotes são amamentados por cerca de 30-35 dias e as coelhas têm uma pausa de apenas 10 dias até o parto seguinte. Vivem até 2 anos, antes de acabar no abatedouro. Cada reprodutora pode gerar cerca de 80 filhos num ano, 160 nos dois anos em que a gaiola lhe permite viver...Os coelhos criados para o fornecimento de carne e pele são abatidos em 6 semanas depois que nascem e aqueles apenas para a pele, entre 3 e 5 meses.
Uma investigaçao conduzida pela ong portuguesa Animal revelou as reais condições em que os coelhos são criados:
• são mantidos em terríveis condições, em minúsculas e sujas gaiolas de metal , circundados pelos seus próprios excrementos;
• passam suas vidas em unidades intensivas, incapazes de movimentar-se livremente ou exibir comportamento natural, que é o de correr e saltar.
Além disso, não podem cavar e preparar a própria toca e sofrem uma taxa elevada de infortúnios e malformação. Sua taxa de mortalidade pode chegar a 25%. Do transporte até a morte brutal, sofrem uma série de crueldades: são amontoados em caixas plásticas, pendurados pelos pés em ganchos de metal, recebem golpes na cabeça ou são simplesmente degolados. Muitos continuam a contorcer-se quando enfrentam a fase sucessiva, na qual a pele vem separada mecanicamente do corpo.
Fonte original: http://www.lav.it/index.php?id=581
As fotos são de coelhos criados em cativeiro. As peles extraídas são chamadas de "ecológicas" que, falsamente, dá a entender que não há mal algum em produzi-las e vendê-las.
NAO SE DEIXE ENGANAR PELA INDUSTRIA DA MODA: BOICOTE MARCAS E LOJAS QUE VENDEM PELE DE ANIMAIS!!
A PARTIR DE AGORA VOCÊ NÃO PODERÁ MAIS DIZER: "MAS EU NÃO SABIA". NÃO COMA CARNE DE COELHOS OU DE QUALQUER OUTRO ANIMAL E NÃO USE A SUA PELE. SÓ ASSIM VOCÊ PODERÁ SALVÁ-LOS DA BRUTALIDADE E DA GANÂNCIA HUMANA.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A Verdade sobre a Nova Marginal de São Paulo
Fotos e vídeos que demonstram a contradição e a obscuridade que envolvem a obra de Ampliação da Marginal do Tietê.
É mais uma obra viária com data de validade (muito próximo, inclusive) pois não trata do problema que é o aumento do número de veículos e não altera a situação de sucateamento do transporte coletivo público.
Para saber mais: www.ecourbana.wordpress.com
É mais uma obra viária com data de validade (muito próximo, inclusive) pois não trata do problema que é o aumento do número de veículos e não altera a situação de sucateamento do transporte coletivo público.
Para saber mais: www.ecourbana.wordpress.com
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
As espécies mais perigosas nos oceanos
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
United sheep against Benetton - Ovelhas unidas CONTRA a Benetton

Perguntas freqüentes para a MANIFESTAÇÃO DA PETA CONTRA O USO DE LÃ AUSTRALIANA
Perguntas e respostas para saber mais durante a manifestação contra o uso de peles
O que você está fazendo aqui? Qual é o problema com a Benetton?
Queremos que a Benetton deixe de apoiar dois dos abusos mais odiosos que as ovelhas sofrem no comércio de lã australiana – “mulesing”. O termo mulesing refere-se a uma prática dolorosa infligida pelos fazendeiros australianos que consiste na mutilação da pele da parte traseira das ovelhas utilizando ferramentas de jardinagem para cortar a pele e a carne desses animais – sem anestésicos – em uma cruel tentativa de reduzir a infestação por larvas de insetos, apesar de existirem métodos de controle mais humanitários.
Todos os anos, milhões de ovelhas são enviadas para à África e Oriente Médio, enfrentando severas mudanças climáticas e atoladas em seus próprios dejetos a bordo de navios de convés abertos. As ovelhas doentes ou feridas são lançadas ao mar para os tubarões ou moídas vivas em máquinas. Quando as sobreviventes chegam ao Oriente Médio, as suas gargantas são cortadas enquanto ainda estão conscientes.
O que a Benetton faz às ovelhas?
Se você faz compras na Benetton, está apoiando uma empresa que não move um dedo para impedir os piores abusos com as ovelhas Merino para a retirada de sua lã na Austrália.
Na página www.UnitedCrueltyOfBenetton.com, você pode assistir ao vídeo das ovelhas que são mutiladas sem analgésicos e o corte de suas gargantas enquanto estão totalmente conscientes.
A Benetton adquire a lã das ovelhas que depois são embarcadas à África do Norte e Oriente Médio onde são mortas covardemente. A Benetton não promete deixar de comercializar a lã obtida.
Como queremos que a Benetton haja?
As companhias como Abercrombie e Fitch, Nova Olhada e George deixaram de vender a lã australiana por causa das práticas cruéis desta indústria. Estamos convidando Benetton a ter compaixão e a nos ajudar a terminar com o sofrimento desses animais sensíveis, inofensivos e doces trocando de fornecedores.
O que você espera que façamos?
O PETA tentou negociar com a Benetton quase um ano antes de lançar a sua campanha. Por causa da sua firme recusa para deixar de apoiar as mutilações “mulesing” dos cordeiros e as mortes com a exportação viva, não tivemos nenhuma escolha a não ser a de protestarmos contra a companhia. Como os consumidores entendem que a Benetton apóia a crueldade a animais, comprarão os produtos em outros lugares, compelindo a Benetton a tirar de suas prateleiras a lã australiana cruelmente obtida.
Há algo a mais que você gostaria de acrescentar?
A Benetton parece estar mais preocupada com os lucros da sua comercialização de roupas do que com o sofrimento das ovelhas na Austrália. Pedindo a companhia que siga os passos de George, Nova Olhada e de pessoas que em todo mundo não compram a lã de fornecedores que mutilam os seus cordeiros ou vendem as suas ovelhas vivas para a exportação. A hemorragia de corações e cordeiros berrando não comovem a Benetton e a indústria de lã. Desta forma as carteiras só poderão ficar vazias.
PERGUNTAS DURANTE AS ENTREVISTAS
Você não quer que todo o mundo deixe de usar a lã e seja um vegetariano rígido?
Ativamente promovemos a roupa sem crueldade, a PETA é sempre pragmática. A nossa primeira pergunta é invariavelmente, “O que é melhor para o interesse dos animais?” Apoiamos qualquer ação que reduza a crueldade, e que cada pessoa decente aceite que os animais não devem ser maltratados. A indústria de lã está fugindo dos abusos que seriam ilegais se eles estivessem provocando este sofrimento a gatos e cães.
Que tipo de resposta você recebe das pessoas?
A maior parte das pessoas preocupam-se com a crueldade à animais, assim quando assistem ao vídeo em UnitedCrueltyOfBenetton.com, eles ficam horrorizados pelo que vêem. O público europeu é contra à crueldade a animais e não apóia uma companhia que foge da sua responsabilidade de prevenir abusos horríveis nas ovelhas da Austrália.
Como a Benetton deve trocar o seu estoque de lã australiana?
Estamos pedindo que a Benetton rejeite a indústria que acata desculpas burlescas para tratar cordeiros e ovelhas como se eles fossem coisas insensíveis. Queremos que a Benetton compre a lã de fornecedores de outros países que não mutilam as suas ovelhas ou as vendem vivas para o comércio de exportação.
O que é mulesing?
Na Austrália, de onde vem a maior parte da lã do mundo, as ovelhas sofrem um procedimento chamado "mulesing", no qual os agricultores cortam enormes pedaços da pele dos traseiros das ovelhas, sem no mínimo administrar uma única aspirina. Assista ao vídeo em www.UnitedCrueltyOfBenetton.com. O Mulesing é como se alguém arrancasse e cortasse a sua pele com uma tesoura. Se este procedimento cruel fosse feito a cães ou gatos, seria ilegal.
Qual é o objetivo de mulesing?
O Mulesing é uma tentativa barata, para criar uma cicatriz, a pele cicatrizada será resistente a larvas de varejeira, que podem comer ovelhas vivas. Mas as feridas abertas deixadas por mulesing são muitas vezes atraentes às varejeiras, tornando o método ineficaz e cruel. Os agricultores são resistentes à utilização de métodos modernos, alegando "a tradição" que não é nenhuma desculpa para crueldade.
Quais são as alternativas ao mulesing?
As alternativas já estão disponíveis. Eles desenvolveram técnicas que fazem com que as ovelhas tenham menos peles e dobras nas partes traseiras (nádegas nuas), e aumentaram a monitoração de controle das moscas varejeiras.
Essas alternativas já estão em uso em não menos que 20% de criadores de ovelhas australianos, assim não há nenhuma desculpa para continuar mutilando cordeiros por mais um dia que seja.
Ano após ano, milhões de ovelhas sofrem durante o mulesing e a exportação viva na indústria de lã australiana. Essas práticas vem causando a dor e levando à mortes agonizantes, comprovando que não são técnicas eficazes e não asseguram o bem estar dos animais que são submetidos ao mulesing. A única solução que deve ser aceita é uma proibição categórica de ambos.
O que é a exportação viva?
Cada ano, milhões de ovelhas são enviadas em barcos abarrotados, infectados por doenças, onde sofrem durante meses em temperaturas parecidas a um forno, com muito pouco ou nada de acesso a comida ou água. Muitas morrem de doenças, pisoteamentos, danos, calor, desidratação, inanição ou infecções.
A bordo dos barcos de transporte, as ovelhas doentes e mortas muitas vezes são lançadas ao mar aos tubarões ou trituradas vivas em máquinas enquanto ainda estão conscientes. Se os produtores de lã fizessem isto a cães ou gatos, eles seriam colocados na cadeia por crueldade a animais. Milhões de ovelhas criadas para a produção de lã terminam no Oriente Médio, onde são abatidas barbaramente. Este tipo de matança excessivamente cruel não aconteceria se a indústria de lã australiana não exportasse as suas ovelhas e deixasse alguém mais fazer o seu trabalho sujo.
Quando as ovelhas sobreviventes chegam ao seu destino, são arrastadas dos barcos, atiradas no dorso de caminhões e carros e conseqüentemente mandam cortar as suas gargantas enquanto eles estão ainda totalmente conscientes. Nas nações muçulmanas da África do Norte e no Oriente Médio, o ritual de matança é isento de regulamentos. Algumas ovelhas são mortas em lotes, enquanto as outras são levadas para serem abatidas em casa, muitas vezes nas caçambas dos carros.
O Mulesing foi realizado por muitos anos – não tem de ser feito este caminho?
O fato de que algo foi feito durante um longo tempo não é uma desculpa para crueldade. Este mesmo argumento foi usado para justificar a escravidão.
A abolição da escravidão, a invenção do automóvel e o fim de Segunda Guerra Mundial, toda a reciclagem de emprego exigida e reestruturação. Isto é simplesmente um elemento de todo o progresso social – não uma razão para deter isto.
http://www.nutriveg.com.br/petawoolfaq.htm
JUSTIÇA ANIMAL - Pois o direito à vida não é exclusividade da espécie humana.
Ah, sim - e boicote a Benetton!!!
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domingo, 12 de julho de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
O nome da gripe é Smithfield Foods

É a doença originada do agronegócio internacional
Por Cristóvão Feil
Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante.
Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade.
O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.
Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).
A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.
Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.
O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.
Fonte: http://www.diariogauche.blogspot.com/
NÃO, NÃO VOU FALAR DE GRIPE SUÍNA
Por Marcio Bueno
Vou ter o prazer de não falar sobre gripe suína. Vou me abster de debater o assunto da moda, o tema das rodinhas que se formam à saída dos restaurantes, onde os grupinhos assopram seus cafezinhos e aguardam os colegas de trabalho que ainda não pagaram seus almoços. Vou fugir da pauta de todos os veículos que embaralham 'OMS', 'gripe suína', 'porcos', 'influenza', 'suspeita' e 'novos casos' em suas manchetes, ao lado das notícias sobre futebol e a foto de alguma beldade com novo namorado a tiracolo, ou vice-versa.
Vou manter silêncio hermético sobre uma questão que gerou reações tão díspares como a mudança do nome da doença - alguém aí se lembrou daquela piada do corno que tirou o sofá da sala? - e o corre-corre de parlamentares da bancada pecuarista, suando frio durante as entrevistas para não fazer feio nem desagradar quem lhe marca o lombo com ferro em brasa de quatro em quatro anos.
Não vou dizer nada sobre uma prática econômica que gera toneladas de cocô líquido e incrivelmente fedido para cada salaminho delicioso servido nos coquetéis de lançamentos de livros, exposições de artes e noites de confrarias, com médicos e empresários bem-sucedidos, e esposas com permanente no cabelo.
Não vou tecer comentários sobre o ato de roubar a liberdade, forçar a procriação e enjaular durante toda a vida animais sencientes como os porcos, confiná-los no concreto e metal, sem ar fresco, terra, lama, chuva ou Sol, fazê-los inchar - o termo é 'produtividade', nas publicações paga-pau do setor - e então enviá-los para o abatedouro, local que apropriadamente não possui janelas.
Não vou palpitar a respeito da criação intensiva de um animal para satisfazer o capricho culinário de uma ínfima parcela da população, contaminando riachos próximos dos chamados chiqueirões, desperdiçando água na limpeza das instalações, consumindo energia, derrubando florestas para dar lugar às plantações para produzir ração.
Vou ignorar o fato de que um porco passa sua vida inteira sem poder se mexer muito, já que seu casco não foi feito para andar sobre o estrado, e no concreto não é possível fuçar, ato natural de sua espécie - alguns ainda ganham um 'piercing' no focinho, para que desistam de vez dessa atividade, pois incomoda.
Vou esquecer que as fêmeas vivem imobilizadas, pois durante o período de gestação as instalações servem para deixá-las paradas - o medo do suinocultor é que elas rolem por cima de algum filhote, o que significa menos lucro, e mais grades de ferro por precaução.
Não direi que, independente do especismo e da ausência de ética, basta uma visita a uma criação tradicional de suínos, seguida de uma inspirada funda, daquelas que enche bem os pulmões, para perceber que fazer daquilo o seu alimento, mais tarde, é roleta russa.
Não se preocupe. Palavra alguma.
Fonte: http://www.anda.jor.br/colunaDetalhe.php?idColuna=372
- MAIS: O que entender da gripe suina
Por Altacir Bunde
É impressionante que mais uma vez a imprensa burguesa não traz os elementos e as causas de onde se originou o problema nem mesmo o nome da empresa que cria porcos na região de Vera Cruz, no México. Aqui, nos jornais
dos Estados Unidos, nada se fala sobre as empresas, ate porque grande parte de empresas que estão instaladas em Vera Cruz, no México, são americanas (mas também existe esta forma de criação de porcos que há no México aqui nos Estados Unidos).
Tenho ouvido relatos, aqui nos Estados Unidos, de que há regiões onde a população de porcos chega a 5 para cada habitantes. Daí se pode ter uma ideia de como é esta a região, com todos estes restos fecais que são expostos em grande tanques, onde são colocados as fezes, urina e ainda onde são jogados os porcos que morrem e os demais dejetos orgânicos.
A empresa, Smithfield Foods, uma gigante norte americana, a maior do mundo em produção, embalagem e exportação de carne de porco, pode estar diretamente ligada ao surto da gripe suina. Smithfield opera de forma maciça
na compra de porcos no México, no estado de Vera Cruz, onde o surto foi originado. As operações e criações se dão através de uma filial da Smithfield denominada Granjas Carroll, que produz cerca de 950 mil suínos por ano, de acordo com o site da empresa. Por aí se pode ter uma idéia da quantidade de dejetos produzidos...
Os residentes próximos à região onde há a criação de porcos afirmam que o surto da gripe suina foi causado por contaminação originárias nas fazendas de porcos localizadas na área, de propriedade das Granjas Carroll. Foram estas grandes empresas que produzem porcos na região que produzem imensas quantidades de dejetos fecais e orgânicos e que são colocados ao ar livre, que produziram as moscas que dali espalharam o vírus da gripe suina.
Algumas pessoas aqui nos Estados Unidos dizem que é praticamente impossível conviver próximo a estes locais, inclusive nos Estado Unidos, tamanha é a contaminação do ar e das águas com seus grandes depósitos de restos fecais e outros, e que a quantidade de moscas nestas áreas é tão
enorme que é praticamente impossível viver por perto. De acordo com um dos moradores da comunidade, no estado de Vera Cruz, México, Eli Ferrer Cortes, os resíduos orgânicos e fecais produzidos pela Carroll Farms não são tratadas adequadamente, conduzindo à contaminação da água e do vento na região e que foi ali que surgiu o surto.
Diante disso, podemos mais uma vez assistir as façanhas de um modelo de produção perverso... Esperamos que ao menos a opinião pública, tenha acesso à informação, e possam ao menos questionar a origem e a forma de como se produz o que comem...
- LEIA TAMBÉM NO BLOG DO SARAMAGO Parte 1 e Parte 2
- MAIS: US Corporation Smithfield Foods Caused Swine Flu
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